Meio nada.

Queria eu ser incolor,
Descaracterizado de cor
Ou qualquer fator externo.

Queria eu ser indolor,
Não ser vítima nem produtor
De nenhum ardor interno.

Queria eu ser meio amor,
Meio cura e meio dor
Em um único laço terno.

Queria eu ser meio flor,
Meio lindo e esplendor,
Meio espinho e inverno.

Queria eu ser meio
Nada,
Diferente de
Tudo
Que já se conhece.

1 comentários:

Ramon Batista 15 de setembro de 2013 17:17  

Gostei da poesia, principalmente do final. Ser meio nada deve ser interessante!

Parabéns pelo blog e principalmente pelo belo template. Fico com invejinha de quem saber mexer com HTML kkkk

Abrs!
http://portalvitamina.blogspot.com.br/

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“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”