Algo pessoal.

Viver.

Quero dizer: viver? O que seria viver?

Não sei, mas muita gente me diz que é nascer, crescer, completar a escola, a faculdae, achar alguém legal, ser reconhecido profissionalmente, ter filhos, ter netos, morrer. E aí, o que faz disso especial? Viver não é algo especial, algo divino? Então isso não é viver. Talvez só viva quem consegue aquele "algo mais". Talvez um dia esse "algo mais" lhe apareça e você nem vai perceber. Talvez ele apareceu, você percebeu, mas acabou deixando-o escapar por entre seus dedos. Como eu fiz.
Eu quero dizer, não é fácil se sentir especial, não é algo que acontece toda hora. Eu só queria dar um conselho para as pessoas que estão se sentindo assim, especiais: Veja o que é o seu "algo mais" e defenda-o com unhas e dentes. Não deixe isso escapar, pois nada mais vai lhe fazer sentir algo parecido.

Se eu soubesse disso antes, se eu tivesse alguém para me dar esse conselho, seria tudo melhor.

Agora tudo que me aguarda é: uma cama, um cobertor, um travesseiro e o frio.

3 comentários:

leticia'swords 11 de junho de 2010 21:01  

Gostei muito do texto, mas discord de vc em um ascpecto (se o texto tiver sido feito espelhado em vc).
Você ainda é muito novo, pra poder afirmar que 'perdeu' o seu algo a mais, você ainda tem tempo pra recuperar isso, se é que foi perdido de verdade. Não é fácil, mas é possível ;D

Parabéns pelo texto!


http://leticiaswords.blogspot.com
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Love and Peace, or else... 12 de junho de 2010 11:51  

O final é um pouco deprimente. Se o "algo mais" escapou-lhe por entre os dedos, espere. Somos tão jovens, não é? Teremos muitas histórias a contar! Boa tarde.

Paola! 13 de junho de 2010 11:40  

Não sei se é de autoria sua, mas me lembrou muito meu pai, e sinto a falta dele constantemente.
Realmente é bom desabafarmos, jogarmos ao vento situações como essas. O texto é maravilhoso
Estou seguindo aqui,beijos.

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“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.”